Em coletiva de imprensa, diretores fazem balanço da Copa Primeira Liga e projetam 2017

Na segunda-feira, dia 25 de abril, alguns dos diretores representantes da Primeira Liga concederam uma entrevista coletiva antes da festa de encerramento da Copa, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Eduardo Carlezzo, diretor-jurídico, Fred Luz, CEO, e Peter Siemsen, presidente do Fluminense, falaram com os jornalistas e fizeram um balanço da competição realizada neste ano. 

Eduardo Carlezzo, classificou a primeira edição da Copa da Primeira Liga como um sucesso, principalmente pela forma com que ela se fez independente desde o início.

- Foi um grande sucesso. Todos conhecem os obstáculos desde o início até o fim. Tentaram dificultar o curso normal, mas tivemos êxito. Satisfação grande. Jogos de grande qualidade técnica, de qualidade do Brasileirão. Times de elite se enfrentaram. Se dizia que era preciso discutir um novo modelo, e a Liga trouxe isso - disse o diretor, que elencou mais uma série de fatos que fizeram com que a competição se diferenciasse.

Fred Luz, diretor-executivo do Flamengo e CEO da competição, já, inclusive, começou a projetar a próxima edição.

- Estamos cada vez mais conscientes da necessidade de os clubes serem protagonistas. O desafio agora é aumentar o valor comercial neste primeiro período de quatro meses do ano. Os estaduais são importantes, e ninguém quer acabar com eles. Mas existe potencial para mais. Temos que fazer de forma harmônica e gerar mais valor par ao futebol. Não queremos aniquilar os clubes menores com isso.


Confira abaixo a íntegra de algumas das principais declarações dos diretores na coletiva da Primeira Liga:


Eduardo Carlezzo, diretor-jurídico da Primeira Liga:

- Nós temos mantido conversas com novos clubes, a ideia da Liga é crescer. Tratamos de novas filiações na reunião, mas isso só vai ocorrer ao longo do tempo, quando tivermos o formato.

- Uma primeira conclusão é que os estaduais, da forma que são, são impossíveis. A média de público demonstra isso. Precisamos de uma readequação. Discutimos bastante isso e temos um panorama do que queremos, das datas e formato para fazer a Liga sólida. Primeiro vamos informar para CBF, levar nosso pleito.

- Foi um grande sucesso. Todos conhecem os obstáculos desde o início até o fim. Tentaram dificultar o curso normal, mas tivemos êxito. Satisfação grande. Jogos de grande qualidade técnica, de qualidade do Brasileirão. Times de elite se enfrentaram.

- Se dizia que era preciso discutir um novo modelo, e a Liga trouxe isso. A arbitragem foi independente, demos autonomia para Anaf. Ficamos satisfeitos com a arbitragem. Também tivemos uma comissão disciplinar própria. Seria o STJD, mas soubemos que não poderia. Ficamos bastante satisfeitos com o resultado técnico do tribunal.

- A média de público foi muito boa, a maior do Brasil, excluindo a Libertadores. Paulistão vem em segundo. Se os clubes do Rio tivessem o Maracanã, seria ainda maior. Isso mostra o quão forte foi a Liga.

- A Liga procurou se aproximar dos torcedores pelas redes sociais. Fizemos parceria com o Twitter, e dez torcedores tiveram os nomes na taça. Fizemos também votação dos melhores da competição.

- O que posso adiantar para o próximo ano de novidade é uma espécie de Copa dos Campeões.. Liga, Nordeste, Verde, Paulista, com um quadrangular. O campeão teria vaga na fase preliminar da Libertadores. Conseguiríamos um número maior de clubes com potencial para Libertadores. Tornar mais acessível.


Fred Luz, Diretor-executivo do Flamengo e CEO da Primeira Liga.

- Houve um pedido da CBF de desejar um acordo para 2017. Mas formalmente a CBF não aprovou a Liga. Esse espaço que queremos construir de harmonia tem que ser de mão dupla. Sempre deixamos claro que desejamos ter um alinhamento para que a CBF reconheça, mas sem abrir mão da independência de organizar a competição. Quem organiza são os clubes participantes.

- A nossa Liga pertence aos 15 clubes que a fundaram. Apenas estes clubes, por enquanto, podem participar. Ainda não decidimos sobre novas filiações. Ainda precisamos eleger um critério. Temos que ver se a Liga deseja o clube ou não. No Rio, existem apenas dois clubes que podem participar até agora, o Flamengo e o Fluminense. 

- A gente sempre buscou o entendimento e harmonia com a CBF, mas nas vésperas chegaram até a proibir. Só em cima deram a autorização. Ainda buscamos no sentido de construir um calendário que inclua os estaduais e a Liga. Apesar de o torneio ter sido difícil de vender, mesmo assim nós tivemos um conjunto de vitórias. 

- Estamos cada vez mais conscientes da necessidade de os clubes serem protagonistas. O desafio agora é aumentar o valor comercial neste primeiro período de quatro meses do ano. Os estaduais são importantes, e ninguém quer acabar com eles. Mas existe potencial para mais. Temos que fazer de forma harmônica e gerar mais valor par ao futebol. Não queremos aniquilar os clubes menores com isso.

Peter Siemsen, presidente do Fluminense, clube campeão da primeira edição da Copa da Primeira Liga.

- Se a estrutura for bem montada, os clubes não precisam ter medo. Se geramos mais valor, podemos gerar também para os clubes menores, distribuir melhor o dinheiro. Só posso dizer que tenho enorme orgulho de o Flu ter organizado o primeiro evento e ter sido o campeão. A gente nunca esquece. Mas nosso orgulho é maior por participar e ajudar a construir essa visão diferente no futebol brasileiro. 

- Hoje em dia é caro. Se paga muito, a muita gente. Com os clubes organizando, fazendo o feijão com a arroz, começamos a desmistificar. A Liga tem feito um bem tremendo. Vamos ocupar um espaço importante nestes primeiros quatro meses do ano e agregar valor. 

- A dúvida era se a gente conseguiria colocar a Liga em prática, diante das dificuldades. Demos mostra de força. Tenho orgulho de ser parte disso, podemos marcar uma mudança importante no futebol brasileiro. Um futuro diferente. Foi muito bom gerir, operar uma partida como clube. A engenharia do Maracanã fica um pouco desmistificada. Não é tão difícil.